
O Selo Clima Paraná quebrou o recorde de participantes em 2026. A edição atual, com premiação prevista para ocorrer em dezembro, terá 382 concorrentes, um aumento de 22% relação à edição do ano passado, que contou com 313 inscritos. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (13) pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), que coordena tecnicamente a ação.
A proposta reconhece organizações públicas, privadas e municípios que adotam medidas para registro de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e promovem ações ligadas à sustentabilidade e à gestão climática. Esse é o maior número de inscritos na história do Selo Clima, iniciado em 2015. A validade é de um ano.
Entre as atualizações desta edição, explica a coordenadora de Ação Climática e Relações Internacionais da Sedest, Walquíria Biscaia, estão adequações técnicas voltadas ao aperfeiçoamento do sistema de avaliação e ao alinhamento com referências reconhecidas de monitoramento climático. As planilhas de registro foram atualizadas seguindo os novos parâmetros do GHG Protocol 2026, metodologia utilizada para contabilização e gestão das emissões de gases de efeito estufa. A medida amplia a precisão dos inventários e reforça a conformidade com os padrões adotados.
“O Selo Clima Paraná ajuda a dar visibilidade ao enfrentamento das mudanças climáticas. É uma política pública muito importante do Estado, que reconhece e estimula as ações concretas de muitos municípios, além de organizações privadas e públicas que estão contribuindo para o enfrentamento das mudanças climáticas e para o avanço das questões ambientais, sociais e de governança no Paraná”, afirmou Walquíria.
Entre os participantes deste ano estão 321 empresas privadas e 26 instituições públicas, além de 35 municípios que participam por meio da categoria Selo Clima Paraná-Cidades. Incorporada à premiação em 2024, a classificação valoriza cidades que desenvolvem políticas sustentáveis baseadas em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).
COMO FUNCIONA– Na avaliação para a concessão da certificação, são considerados fatores como o uso de fontes de energia renovável, ações de compensação das emissões de gases de efeito estufa, programas sociais, como bolsas de estudo, e práticas de governança que envolvem inovação tecnológica e boas práticas de gestão.
Na categoria Cidades, entre as principais práticas destacadas estão o plantio de árvores nativas, campanhas educativas, destinação correta de resíduos, programas de compostagem, hortas comunitárias, entre outras ações. Também se destacam iniciativas sociais e de saúde, como as campanhas temáticas – Outubro Rosa, Setembro Amarelo e Novembro Azul –, e de vacinação, além de ações sociais como Campanha do Agasalho e Natal solidário.
A partir das notas, as organizações públicas e privadas são divididas em quatro categorias, de acordo com a pontuação: Categoria A, para aqueles que atingem 11 pontos ou mais; Categoria B, entre 7 e 10,99 pontos; Categoria C, de 3 a 6,99; e Categoria D, entre 1,60 e 2,99 pontos — sendo este o mínimo necessário para obter a certificação.
Criado em 2015, o Selo Clima Paraná consolidou-se como uma das principais iniciativas estaduais de incentivo à gestão das emissões e ao fortalecimento das políticas climáticas. A ação integra o Registro Público Estadual de Emissões de Gases de Efeito Estufa e estimula a elaboração de inventários, o estabelecimento de metas de redução e a implementação de boas práticas ambientais.
“Alcançamos um número importante, um crescimento bem significativo, o que demonstra a relevância do Selo Clima e o interesse cada vez maior da sociedade e dos setores econômicos em encontrar mecanismos de mitigação das mudanças climáticas”, diz Walquíria.
Mais informações estão disponíveis no site oficial do Selo Clima Paraná .
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