

Desde que chegou ao Brasil, há cerca de um ano e meio, o cubano Erich Gonzalez Triana parou de pintar suas obras. O convite para expor as pinturas e esculturas na UEPG veio como um ânimo para voltar a criar. “Estar aqui é um misto para mim, de alegria e de tristeza, porque queria apresentar minhas obras fisicamente”. A exposição trouxe as fotografias de peças artísticas de Erich, porque todas elas ficam em Cuba. “Aqui em Ponta Grossa tenho uma vida mais tranquila, então estou me organizando para voltar a produzir”.




A exposição tem uma ideia de intervenção cultural, segundo o aluno de Serviço Social e organizador da atividade, Jorge Bahls. “Eu me coloquei no lugar dos migrantes com quem a gente trabalha no Promigra e pensei como seria a minha vida se eu mudasse de país. Será que eu teria que abandonar a minha arte também?”, conta. A partir disso, ele organizou a exposição de forma a recuperar a memória e a identidade dos migrantes. “É gratificante conseguir trazer à tona o trabalho deles e ocupar um espaço da UEPG, que deve ser um espaço ocupado não apenas pela comunidade interna, mas também externa”. O Promigra está vinculado ao Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG).
Texto e fotos: Jéssica Natal










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