
A força do “homem-aranha” Ravi, que protege os amiguinhos do Gigantinhos da Chã da Jaqueira, em Maceió, vem do cuscuz com leite integral, da vitamina de banana, da carne moída ao molho com legumes, da maçã, do abacaxi e também da uva geladinha.
No Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta sexta-feira (16), as creches da Prefeitura de Maceió são locais onde muitas crianças encontram a alimentação necessária para crescer fortes e saudáveis. O cardápio é variado e nutritivo.
“Tá bem gostoso, tio!”, disse Ravi, enquanto degustava um pratinho de macarronada com carne moída, sentado à mesa ao lado de outro herói, Gabriel, e das princesas Pietra e Maia. Todos sob supervisão da nutricionista Laís Romeiro da Costa.
“O respeito às necessidades nutricionais é fundamental para que se desenvolvam com saúde e disposição”, observa Laís, atenta à qualidade da alimentação oferecida aos 680 super-heróis da creche, localizada em uma região de vulnerabilidade social.
Mais de 70% dos alunos da creche não têm alimentação adequada em casa, o que exige organização e agilidade na compra e no preparo dos alimentos. “Alguns dos alunos não têm o que comer em casa”, revela a diretora Regileide da Silva.
Ela supervisiona a logística de compra e entrega dos alimentos, originários, inclusive, da agricultura familiar. Os estoques da creche estão cheios. A correria é grande, diz a chef de cozinha Amara Rosa.
“Quando criança, não tive acesso à alimentação que, felizmente, servimos às mais de 600 crianças aqui na creche. Temos até leite especial, reforçado, para quem precisa ganhar peso. A gente corre para garantir a comidinha deles”, afirma Amara.
Um dos bebês matriculados na creche estava abaixo do peso. Com alimentação adequada, passou, em poucos meses, de seis para nove quilos. “Além do leite especial, comeu muita aveia, muita fruta. Tá fortinho agora”, relembra Laís Romeiro.
O cardápio, que privilegia alimentos frescos e frutas, fica à disposição dos pais ou responsáveis pelas 680 crianças matriculadas. Não há itens ultraprocessados nem adição de açúcar aos alimentos oferecidos às crianças.
“Em algumas situações, a gente utiliza banana para ter o sabor do açúcar”, explica a nutricionista. Ela entende que a “nutrição deve ser pedagógica”, ou seja, as crianças são incentivadas desde cedo a desenvolver hábitos alimentares saudáveis.
Na creche, a regra é clara: nenhum alimento com adição de açúcar, mel ou adoçante é servido para bebês de até 24 meses. As nutricionistas também elaboram cardápios adaptados para crianças com necessidades alimentares especiais.
A chef Amara, diplomada em culinária, lembra-se do lanche único dos tempos de infância: bolacha, suco em pó, cuscuz e sardinha enlatada. “Tenho um orgulho gigante de saber que sirvo uma alimentação saudável e com muita qualidade”.
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