
O Mercado Central de Belo Horizonte, um dos principais pontos turísticos da cidade, vai modernizar sua infraestrutura. Serão investidos R$ 2,5 milhões em uma nova rede elétrica para dar suporte ao crescimento do espaço, que reúne 400 lojas.
As melhorias são viabilizadas por meio de financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) em linha de crédito específica para fortalecer empreendimentos do setor de turismo no estado.
O financiamento permitirá a ampliação da capacidade elétrica instalada com a troca dos quadros elétricos e transformadores por modelos mais potentes. Os últimos investimentos na rede elétrica ocorreram há 23 anos.
As ações vão reforçar a infraestrutura para atender os cerca de 15 milhões de visitantes que circulam pelos corredores que traduzem a cultura e a gastronomia de Minas Gerais. Elas também integram o projeto de avanços para o centenário do espaço, a ser celebrado em 2029.
O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, destaca que o banco atua para fomentar o turismo, que é um importante motor da economia mineira, responsável por gerar empregos, fortalecer a cultura e a identidade do estado.
“Essa operação com o mercado demonstra o potencial de transformação de um crédito quando ele é acessível à realidade do negócio. Para o BDMG é um orgulho contribuir para o projeto de crescimento desse cartão-postal”, afirma.
Desde 2023, o banco liberou R$ 250 milhões em financiamentos por meio da linha Fungetur, atendendo micro, pequenos e médios negócios desse setor em todas as regiões do estado.
Para o presidente do Mercado Central, Geraldo Campos, as condições de prazo e de taxa do BDMG foram determinantes para viabilizar o projeto. “Acessar o recurso nas condições que nos foi ofertado vai nos permitir manter um fluxo de caixa equilibrado e fazer esses investimentos”, afirma Campos.

Carros elétricos
Campos explica que as melhorias, previstas para começarem a ser implementadas no primeiro semestre de 2027, são essenciais para que o lugar se adeque à demanda atual e esteja preparado para atender as futuras gerações de lojistas e visitantes.
“Vamos dobrar a capacidade da subestação de energia localizada aqui. O mercado cresceu muito. As lojas passaram a utilizar mais refrigeradores, pequenos aparelhos de ar-condicionado, e o próprio mercado instalou 90 climatizadores de ar para dar mais conforto aos visitantes”, completa Geraldo Campos.
Ele ainda cita que, nas atuais condições, o mercado não teria condições estruturais para instalar um ponto de reabastecimento para carros elétricos. “Isso pode acontecer no futuro após a conclusão das mudanças”, conclui.
Turismo Com crédito do BDMG, Mercado Central de Belo Horizonte investirá R$ 2,5 milhões em modernização da infraestrutura
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